sexta-feira, 15 de junho de 2018

Internet das coisas


BNDES anuncia chamada de projetos para Internet das Coisas

Publicado em 14/06/2018 - 14:18

Por Nielmar de Oliveira - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro






O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério de Ciência, Tecnologia e Comunicação (MCTIC) lançaram hoje (14) uma chamada para a seleção de projetos-pilotos de Internet das Coisas (IoT), que é a tecnologia de conectividade e troca de informações entre máquinas e equipamentos.

O objetivo da instituição é selecionar iniciativas de integração e avaliação de soluções de IoT voltados para as áreas de cidades inteligentes, saúde e ambiente rural. O valor mínimo do apoio do BNDES será de R$ 1 milhão, limitado a 50% do total de cada projeto.

As instituições tecnológicas públicas ou privadas sem fins lucrativos terão até 31 de agosto para submeter as propostas ao banco. As iniciativas propostas nos projetos-pilotos terão sua tecnologia testadas em plataformas de experimentação e em ambientes reais.

O presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, disse que a expectativa da instituição é de que a chamada para a seleção de projetos envolva investimentos de pelo menos R$ 40 milhões, se levado em conta os recursos não reembolsados a serem liberados pelo banco e as contrapartidas das empresas envolvidas no processo.

“Hoje vivemos momentos diferentes de desenvolvimento tecnológico. E as tecnologias não têm mais impactos de séculos, como no passado. As tecnologias têm impacto menos duradouros e as inovações acontecem de forma muito mais rápida. E a IoT é a tecnologia que terá maior impacto na vida das pessoas nas próximas décadas”, disse.

Bola da vez

Na avaliação do Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, o apoio do BNDES é fundamental para o avanço no domínio da tecnologia das coisas. “A bola da vez hoje no mundo é a tecnologia das coisas e a participação do BNDES com o seu apoio é fundamental para que a gente possa ter no nosso país cada vez possibilidades de avanço no desenvolvimento dessa tecnologia”.

“É este apoio que possibilitará o cumprimento dos nossos objetivos, que é preparar o Brasil para que nós possamos acompanhar os outros países [no desenvolvimento tecnológico], e cumprir com os nossos objetivos que é o de preparar o Brasil para que possa atingir a plenitude no mesmo momento que os outros países. Cada vez mais o Brasil se iguala aos outros países nos avanços tecnológicos”, disse.

Focos

Poderão ser apoiadas soluções executadas por instituições tecnológicas públicas ou privadas sem fins lucrativos dentro do foco de cada um dos seguintes ambientes: cidades inteligentes, ambiente rural e saúde.

No caso de cidades, os projetos devem ter foco em redução de desperdícios, iluminação pública, aumento da capacidade de vigilância e monitoramento e aumento da atratividade de transportes públicos.

No ambiente rural, os focos devem ser no uso eficiente de maquinário e dos recursos naturais e em segurança sanitária e bem-estar do animal. Já em relação à saúde, o objetivo é focar em monitoramento de pacientes, ativos e insumos e diagnóstico descentralizado.

Regras

Cada instituição poderá apresentar até três pilotos dentro de um mesmo plano voltado a cada um desses ambientes. O valor global deve ser de pelo menos R$ 2 milhões em itens financiáveis, com prazo de execução de até 24 meses. O grupo de avaliação das propostas será composto de empregados do BNDES e representantes externos com conhecimento dos temas dos projetos.

Ao fim dos processos, as instituições que forem apoiadas pelo BNDES deverão obrigatoriamente publicar a avaliação dos resultados dos projetos-piloto, informando de forma detalhada os testes realizados e o desempenho observado.

Indústria

O Banco informou que também avalia, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, o lançamento de futura chamada voltada ao ambiente industrial, contribuindo para o desenvolvimento da indústria 4.0 no país. O termo é utilizado para designar a integração de diversos tipos de tecnologias no processo produtivo.

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Edição: Sabrina Craide


quinta-feira, 31 de maio de 2018

Necessario


BNDES e BID anunciam fundo de crédito em infraestrutura de US$ 1,5 bi
Publicado em 30/05/2018 - 14:42
Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil São Paulo


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciaram hoje (30) a criação de um fundo de crédito em infraestrutura, que receberá o nome de B2 Infra. O anúncio do fundo conjunto foi feito durante o Fórum de Investimentos Brasil 2018, na capital paulista.

Segundo o presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, o fundo deve levar 120 dias para estar em pleno funcionamento, mas as etapas iniciais já estão em andamento. O capital do fundo, segundo ele, será de US$ 1,5 bilhão, sendo que 30% dos recursos serão do BNDES e 10% do BID Invest, braço do grupo BID. O restante será captado junto ao setor privado.

Este fundo é parte de uma nova política de participação do BNDES em fundos de investimento de infraestrutura e de crédito para pequenas e médias empresas, que foi anunciado ontem no evento Fórum de Investimentos Brasil.

O gestor do fundo será selecionado em 60 dias por meio de uma chamada pública. Depois serão precisos mais 60 dias para que comecem as captações no mercado e ele entre em sua fase operacional. O foco do fundo serão os projetos de transporte, energia, água e saneamento e infraestrutura social, tais como saúde e educação.

O formato de funcionamento do fundo é por meio de instrumento de dívida. “Ele vai comprar instrumentos de dívida dos projetos, como debêntures e recebíveis, e esses projetos passarão por um forte processo de seleção e adequação sócio-ambiental”, disse Oliveira. “Estamos colocando uma semente para atrair recursos do poder privado”, enfatizou Luis Alberto Moreno, presidente do BID.

“Serão projetos de grande impacto social e econômico e que melhorem a circulação, o transporte público, o fornecimento de água e saneamento; são projetos que venham a impactar na qualidade de vida das pessoas”, disse o presidente do BNDES.
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Edição: Sabrina Craide


terça-feira, 15 de maio de 2018

Banco público com resultado


BNDES fechou primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 2,06 bilhões
Publicado em 14/05/2018 - 15:11
Por Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro






O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fechou o primeiro trimestre de 2018 com um lucro líquido de R$ 2,06 bilhões. O resultado, divulgado hoje (15), decorre da queda nas despesas com provisão e na inadimplência, além do crescimento de R$ 322 milhões do resultado com derivativos embutidos em debêntures. Também influenciaram o resultado o crescimento de R$ 209 milhões nas alienações de participações societárias e o aumento de R$ 183 milhões na receita com dividendos e juros sobre capital próprio.

Segundo a contadora do banco Evânia Borgerth, que ocupava o cargo de superintendente de Controladoria no primeiro trimestre e apresentou o demonstrativo financeiro, o resultado líquido teve aumento de 453,4% em relação ao primeiro trimestre de 2017. Para ela, o número é explicado pelo cenário que passou o Brasil no exercício de 2016.

BNDES registrou lucro de R$ 2,06 bilhões no trimestre (Arquivo/Agência Brasil)
“Em 2016 nós ainda tínhamos um nível de incerteza com relação à economia bastante elevado. Com isso, nossos indicadores de inadimplência em 2016 começaram a subir. Como historicamente a nossa inadimplência era baixa, então naquela época a gente começou a fazer provisões mais representativas e no primeiro trimestre de 2017 ainda estávamos nessa metodologia de aumentar o nosso provisionamento para risco de crédito”.

Evânia explicou que, no primeiro trimestre de 2017, o banco constituiu provisões de R$ 3,3 bilhões e, a partir de meados de 2017, o cenário econômico melhorou e houve redução de R$ 301 milhões da despesa com provisão para perdas em investimentos no trimestre fechado em março.

“A inflação começou a ficar controlada, a economia começou a mostrar sinais de recuperação, o investimento até a voltar. Com isso, a nossa necessidade de provisionamento caiu. Ao contrário, nesse primeiro trimestre a gente até conseguiu reverter parte de provisão que tinha feito no passado”, disse.

BNDESPAR
Outro fator para o balanço positivo foi a participação dos investimentos da BNDESPAR, subsidiária de participações acionárias do Sistema BNDES, que teve lucro líquido de R$ 570 milhões. “As bolsas também sofriam as mesmas incertezas que a gente, com relação ao provisionamento. Então para elas também o mercado melhorou, as posições, as cotações de mercado se elevaram. Com isso o banco conseguiu fazer alienações de forma muito mais rentável do que aquela verificada no primeiro trimestre de 2017”, explicou.

No primeiro trimestre de 2018, o lucro líquido da BNDESPAR teve queda de 46% diante do resultado de R$ 1,24 bilhão no primeiro trimestre de 2017. A queda ocorreu pela provisão para perdas na carteira de debêntures de R$ 1,31 bilhão. O resultado líquido com alienações de participações societárias foi de R$ 831 milhões e o principal desinvestimento realizado pela BNDESPAR foi a alienação de ações da Petrobras, que é responsável por mais de 90% do resultado com alienações.

Segundo o balanço, houve uma leve queda nos ativos totais, que passaram de R$ 867,5 bilhões no trimestre encerrado em dezembro de 2017, para R$ 860,1 bilhões no período encerrado em março. Evânia destacou que o mais importante é o resultado do patrimônio líquido, que aumentou de R$ 62,8 bilhões em dezembro para R$ 74 bilhões em março.

Sobre a diminuição nas receitas com Operações de Crédito e Repasses , de R$ 12,8 bilhões no primeiro trimestre de 2017 para R$ 10,4 bilhões nesse, Evânia disse que a tendência de queda se mantém desde 2015. “Por tendência, a demanda por novos investimentos vêm caindo desde 2015, em função das incertezas do mercado. Então, com isso, a nossa carteira média cai, porque os clientes da carteira que já estão lá vão pagando os seus empréstimos e, o que era normal, que novos clientes entrassem ou que aqueles clientes tomassem novos empréstimos. Isso vem acontecendo num ritmo mais lento do que o pagamento, daí a nossa carteira média cai”.

Além disso, segundo ela, a queda no período das taxas médias de juros que incidem sobre a carteira de negócios do BNDES também contribuiu para essa queda da receita. Esse declínio da carteira média no período também influenciou o produto de intermediação financeira, que passou de R$ 4,51 bilhões no primeiro trimestre do ano passado para R$ 2,57 bilhões no mesmo trimestre de 2018.

Apesar da inadimplência de 30 dias ter apresentado ligeiro crescimento, passando de 2,12%, em dezembro de 2017 para 2,24% em 31 de março, a taxa de inadimplência de 90 dias apresentou queda, passando de 2,08% em dezembro de 2017 para 1,62% em março de 2018.

Se não forem levadas em conta as operações que têm garantia da União, o índice de inadimplência do BNDES seria de 0,98% para 30 dias e de 0,36% para 90 dias. Já o índice de renegociação cresceu de 3,62% dezembro para 5,18% em março, principalmente por causa das dívidas dos estados.
Edição: Fernando Fraga


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